"Com o tempo você vai percebendo que para ser feliz com outra pessoa, você precisa em primeiro lugar, não precisar dela.
Percebe também que aquela pessoa que você ama ou acha que ama, e que não quer nada com você, definitivamente, não é a pessoa da sua vida.
O segredo é não correr atrás das borboletas... é cuidar do jardim para que elas venham até você. No final das contas, você vai achar, não quem você estava procurando, mas quem estava procurando por você."
sábado, 20 de dezembro de 2008
quarta-feira, 17 de dezembro de 2008
Amor - pois que é palavra essencial
Amor
- pois que é palavra essencial comece esta canção e toda a envolva.
Amor guie o meu verso, e enquanto o guia,reúna alma e desejo, membro e vulva.
Quem ousará dizer que ele é só alma?
Quem não sente no corpo a alma expandir-seaté desabrochar em puro gritode orgasmo, num instante de infinito?
O corpo noutro corpo entrelaçado, fundido, dissolvido, volta à origemdos seres, que Platão viu completados:é um, perfeito em dois; são dois em um.
Integração na cama ou já no cosmo?
Onde termina o quarto e chega aos astros?
Que força em nossos flancos nos transportaa essa extrema região, etérea, eterna?
Ao delicioso toque do clitóris,já tudo se transforma, num relâmpago.
Em pequenino ponto desse corpo,a fonte, o fogo, o mel se concentraram.
Vai a penetração rompendo nuvense devassando sóis tão fulgurantesque nunca a vista humana os suportara,mas, varado de luz, o coito segue.
E prossegue e se espraia de tal sorteque, além de nós, além da prórpia vida,como ativa abstração que se faz carne,a idéia de gozar está gozando.
E num sofrer de gozo entre palavras,menos que isto, sons, arquejos, ais,um só espasmo em nós atinge o climax:
é quando o amor morre de amor, divino. Quantas vezes morremos um no outro, nu úmido subterrâneoda vagina,nessa morte mais suave do que o sono:
a pausa dos sentidos, satisfeita. Então a paz se instaura. A paz dos deuses,estendidos na cama, qual estátuasvestidas de suor, agradecendoo que a um deus acrescenta o amor terrestre.
Autor: Carlos Drummond de Andrade
- pois que é palavra essencial comece esta canção e toda a envolva.
Amor guie o meu verso, e enquanto o guia,reúna alma e desejo, membro e vulva.
Quem ousará dizer que ele é só alma?
Quem não sente no corpo a alma expandir-seaté desabrochar em puro gritode orgasmo, num instante de infinito?
O corpo noutro corpo entrelaçado, fundido, dissolvido, volta à origemdos seres, que Platão viu completados:é um, perfeito em dois; são dois em um.
Integração na cama ou já no cosmo?
Onde termina o quarto e chega aos astros?
Que força em nossos flancos nos transportaa essa extrema região, etérea, eterna?
Ao delicioso toque do clitóris,já tudo se transforma, num relâmpago.
Em pequenino ponto desse corpo,a fonte, o fogo, o mel se concentraram.
Vai a penetração rompendo nuvense devassando sóis tão fulgurantesque nunca a vista humana os suportara,mas, varado de luz, o coito segue.
E prossegue e se espraia de tal sorteque, além de nós, além da prórpia vida,como ativa abstração que se faz carne,a idéia de gozar está gozando.
E num sofrer de gozo entre palavras,menos que isto, sons, arquejos, ais,um só espasmo em nós atinge o climax:
é quando o amor morre de amor, divino. Quantas vezes morremos um no outro, nu úmido subterrâneoda vagina,nessa morte mais suave do que o sono:
a pausa dos sentidos, satisfeita. Então a paz se instaura. A paz dos deuses,estendidos na cama, qual estátuasvestidas de suor, agradecendoo que a um deus acrescenta o amor terrestre.
Autor: Carlos Drummond de Andrade
A Criança
— Que veux-tu, fleur, beau fruit, ou l'oiseau merveilleux?— Ami, dit l'enfant grec, dit l'enfant aux yeux bleus,Je veux de la poudre et des balles.VICTOR HUGO - Les Orientales.
Que tens criança?
O areal da estrada
Luzente a cintilar
Parece a folha ardente de uma espada.
Tine o sol nas savanas.
Morno é o vento.
À sombra do palmar
O lavrador se inclina sonolento.
É triste ver uma alvorada em sombras,
Uma ave sem cantar,
O veado estendido nas alfombras.
Mocidade, és a aurora da existência,
Quero ver-te brilhar.
Canta, criança, és a ave da inocência.
Tu choras porque um ramo de baunilha
Não pudeste colher,
Ou pela flor gentil da granadilha?
Dou-te, um ninho, uma flor, dou-te uma palma,
Para em teus lábios ver
O riso — a estrela no horizonte da alma.
Não.
Perdeste tua mãe ao fero açoite
Dos seus algozes vis.
E vagas tonto a tatear a noite.
Choras antes de rir
... pobre criança!
...Que queres, infeliz?
...— Amigo, eu quero o ferro da vingança.
Recife, 30 de junho de 1865.
Autor: Antônio Frederico de Castro Alves
Que tens criança?
O areal da estrada
Luzente a cintilar
Parece a folha ardente de uma espada.
Tine o sol nas savanas.
Morno é o vento.
À sombra do palmar
O lavrador se inclina sonolento.
É triste ver uma alvorada em sombras,
Uma ave sem cantar,
O veado estendido nas alfombras.
Mocidade, és a aurora da existência,
Quero ver-te brilhar.
Canta, criança, és a ave da inocência.
Tu choras porque um ramo de baunilha
Não pudeste colher,
Ou pela flor gentil da granadilha?
Dou-te, um ninho, uma flor, dou-te uma palma,
Para em teus lábios ver
O riso — a estrela no horizonte da alma.
Não.
Perdeste tua mãe ao fero açoite
Dos seus algozes vis.
E vagas tonto a tatear a noite.
Choras antes de rir
... pobre criança!
...Que queres, infeliz?
...— Amigo, eu quero o ferro da vingança.
Recife, 30 de junho de 1865.
Autor: Antônio Frederico de Castro Alves
MeU Anjo
Apenas retribuindo...
te amo meu
AnjoVivia com coração fechado
Com medo da tristeza do passado
Andando no caminho da razão
Você apareceu na minha vida
Abriu a porta pra uma saída
São coisas que não tem explicação
De repente eu me entreguei
Não lutei não resistir
Quando menos esperava o teu
Perfume estava aqui
Espalhado pelo ar
Me chamando pra deitar
E morrendo de saudades
Te encontrei no meu lugar
Meu amor levei tanto tempo para te encontrar
Alguém que chegasse pra me libertar
Me entreguei de novoHá mas quem diria
Meu amorEsse sentimento no meu coração
Veio pra acabar de vez com a solidão
Outra vez sentindo essa alegriaÉ o amor
te amo meu
AnjoVivia com coração fechado
Com medo da tristeza do passado
Andando no caminho da razão
Você apareceu na minha vida
Abriu a porta pra uma saída
São coisas que não tem explicação
De repente eu me entreguei
Não lutei não resistir
Quando menos esperava o teu
Perfume estava aqui
Espalhado pelo ar
Me chamando pra deitar
E morrendo de saudades
Te encontrei no meu lugar
Meu amor levei tanto tempo para te encontrar
Alguém que chegasse pra me libertar
Me entreguei de novoHá mas quem diria
Meu amorEsse sentimento no meu coração
Veio pra acabar de vez com a solidão
Outra vez sentindo essa alegriaÉ o amor
segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
Solidão
"Solidão não é a falta de gente para conversar, namorar, passear ou fazer sexo...
- isso é carência.
Solidão não é o sentimento que experimentamos pela ausência de entes queridos que não podem mais voltar...
- isso é saudade.
Solidão não é o retiro voluntário que a gente se impõe as vezes, para realinhar os pensamentos...- isso é equilíbrio.Tampouco é o claustro involuntário que o destino nos impõe compulsoriamente, para que revejamos a nossa vida...
- isso é um princípio da natureza.
Solidão não é o vazio de gente ao nosso lado...
- isso é circunstância.Solidão é muito mais que isto...
Solidão é quando nos perdemos de nós mesmos...
E procuramos em vão pela nossa essência.
E quando nos perdemos de nós mesmos ficamos perdidos no mundo.
O amor, a alegria e a verdadeira Paz só entram na nossa vida quando estamos conectados com essa dimensão mais profunda que é a nossa essência."
- isso é carência.
Solidão não é o sentimento que experimentamos pela ausência de entes queridos que não podem mais voltar...
- isso é saudade.
Solidão não é o retiro voluntário que a gente se impõe as vezes, para realinhar os pensamentos...- isso é equilíbrio.Tampouco é o claustro involuntário que o destino nos impõe compulsoriamente, para que revejamos a nossa vida...
- isso é um princípio da natureza.
Solidão não é o vazio de gente ao nosso lado...
- isso é circunstância.Solidão é muito mais que isto...
Solidão é quando nos perdemos de nós mesmos...
E procuramos em vão pela nossa essência.
E quando nos perdemos de nós mesmos ficamos perdidos no mundo.
O amor, a alegria e a verdadeira Paz só entram na nossa vida quando estamos conectados com essa dimensão mais profunda que é a nossa essência."
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